sexta-feira, 25 de outubro de 2013
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Que vim fazer nesse mundo?
XXXI - Asas
A quem posso perguntar
que vim fazer nesse mundo?
Por que me movo sem querer,
por que não fico parado?
Por que vou sem rodas rodando,
sem penas nem asas voando,
e por que quis transmigrar
se meus ossos vivem no Chile?
NERUDA, Pablo. Livro das Perguntas. São Paulo: Cosac Naif, 2008
A quem posso perguntar
que vim fazer nesse mundo?
Por que me movo sem querer,
por que não fico parado?
Por que vou sem rodas rodando,
sem penas nem asas voando,
e por que quis transmigrar
se meus ossos vivem no Chile?
NERUDA, Pablo. Livro das Perguntas. São Paulo: Cosac Naif, 2008
AS PERGUNTAS DE PABLO NERUDA
XLIV- ESQUELETO
Onde está o menino que fui?
está dentro de mim ou se foi?
Sabe que jamais o quis
e que tampouco me queria?
Por que andamos tanto tempo
crescendo para nos separarmos?
Por que não morremos os dois
quando minha infância morreu?
E se minha alma se foi
por que me segue o esqueleto?
NERUDA, Pablo. Livro das Perguntas. São Paulo: Cosac Naif, 2008
Onde está o menino que fui?
está dentro de mim ou se foi?
Sabe que jamais o quis
e que tampouco me queria?
Por que andamos tanto tempo
crescendo para nos separarmos?
Por que não morremos os dois
quando minha infância morreu?
E se minha alma se foi
por que me segue o esqueleto?
NERUDA, Pablo. Livro das Perguntas. São Paulo: Cosac Naif, 2008
terça-feira, 25 de setembro de 2012
LOS NOMBRES DE AMÉRICA
Por que América? Por que Latina? Por que Caribe? A história
dos nomes no continente.
País:ArgentinaDuração:00:46:30Diretor:Juan
Cruz SáenzSinopse
Percorrendo diversos países do continente, a série Explora.
América Latina oferece um panorama da realidade sociopolítica latino-americana.
Sociedades, culturas, história, personalidades e tradições configuram a agenda
dos grandes temas de nosso continente.
HISTORIA DE LAS MUJERES EN LATINOAMÉRICA
HISTORIA DE LAS MUJERES EN LATINOAMÉRICA
Percorrendo diversos países do continente, a série Explora. América Latina oferece um panorama da realidade sociopolítica latino-americana. Sociedades, culturas, história, personalidades e tradições configuram a agenda dos grandes temas de nosso continente.
País: Argentina Duração:00:46:00 Diretor:Juan Cruz SáenzSinopse
http://tal.tv/video/historia-de-las-mujeres-en-latinoamerica
http://tal.tv/video/historia-de-las-mujeres-en-latinoamerica
terça-feira, 11 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
AS ARPILLERAS DO CHILE
O período de ditadura militar e repressão vivida pelos países
latino-americanos entre as décadas de 1950 e 1980 marcou definitivamente a
história do continente. Milhares de pessoas foram perseguidas, torturadas,
exiladas, mortas e muitas continuam desaparecidas. Contudo, esta série de
acontecimentos, principalmente o fim das liberdades individuais e dos direitos
humanos, motivou o surgimento de vários movimentos culturais de resistência ao
obscurantismo, censura e a repressão. Um desses movimentos é a manifestação
cultural chilena Arpilleras.
Arpillera, ou Juta em português, é uma técnica têxtil que possui
raízes numa antiga tradição popular iniciada por um grupo de bordadeiras de
Isla Negra, localizada no litoral chileno. Por meio de bordados e restos de
tecido feitos em sacos de batata ou farinha, a exposição permite ao visitante
conhecer o dia-a-dia de mulheres chilenas, que revelam suas vidas, lutas,
tristezas e pequenas alegrias. Durante a ditadura militar, muitas arpilleras
foram enviadas a Europa, junto com cartas, para denunciar o que estava
acontecendo no país, e, assim, conseguir algum tipo de ajuda. O ato foi
interpretado pelo governo chileno com mentiroso e subversivo.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
OS ENIGMAS DE PABLO NERUDA
Os Enigmas
Perguntastes-me o que fia o crustáceo entre as suas patas de ouro
e eu vos respondo: O mar é que sabe.
Dizeis-me o que espera a caravela no seu sino transparente? O que espera?
Eu vos digo, espera como vós o tempo.
Perguntais-me a quem atinge o braço da alga Macrocustis?
Indagai-o, a certa hora, em certo mar que conheço.
Sem dúvida perguntar-me-eis pelo marfim maldito do narwhal, para que eu vos responda
de que modo o unicórnio marinho agoniza arpoado.
Perguntais-me talvez pelas penas alcionárias que tremem
nas puras origens da maré austral?
E sobre a construção cristalina do pólipo enredastes, sem dúvida,
uma pergunta mais, desfiando-a agora?
Quereis saber a elétrica matéria dos ouriços do fundo?
A armada estalactite que caminha se quebrando?
O anzol do peixe pescador, a música estendida na profundidade como um fio na água?
Eu vos quero dizer que isso quem sabe é o mar, que a vida em suas arcas
é larga como areia, inumerável e pura
e entre as uvas sanguinárias o tempo poliu
a dureza de uma pétala, a luz da medusa
e debrulhou o ramo de suas fibras corais
de uma cornucópia de nácar infinito.
Eu não sou senão a rede vazia que adianta
os olhos humanos, mortos naquelas trevas,
acostumados ao triângulo, medidas
de um tímido hemisfério da laranja.
Andei como vos arranhando
a estrela interminável,
e na minha rede, na noite, acordei nu,
única pesa, peixe encerrado no vento.
Pablo Neruda (trad.: Eliane Zagury)
NERUDA, Pablo. Antologia Poética. Rio de Janeiro, editora José Olympio,1983. pp 147-149
Um pouco de POESIA
PEÇO SILÊNCIO
Agora me deixem tranqüilo.
Agora se acostumem sem mim.
Eu vou cerrar os meus olhos.
Somente quero cinco coisas,
cinco raízes preferidas.
Uma é o amor sem fim.
A segunda é ver o outono.
Não posso ser sem que as folhas
voem e voltem à terra.
A terceira é o grave inverno,
a chuva que amei, a carícia
do fogo no frio silvestre.
Em quarto lugar o verão
redondo como uma melancia.
A quinta coisa são os teus olhos,
Matilde minha, bem amada,
não quero ser sem que me olhes :
eu mudo a primavera
para que me sigas olhando.
Amigos, isso é quanto quero.
É quase nada e quase tudo.
Agora se querem, podem ir.
Vivi tanto que um dia
terão de por força me esquecer,
apagando-me do quadro-negro :
meu coração foi interminável.
Porém porque peço silêncio
não creiam que vou morrer :
passa comigo o contrário :
sucede que vou viver.
Pablo Neruda
(trad. Thiago de Melo
De Estravagario)
Agora me deixem tranqüilo.
Agora se acostumem sem mim.
Eu vou cerrar os meus olhos.
Somente quero cinco coisas,
cinco raízes preferidas.
Uma é o amor sem fim.
A segunda é ver o outono.
Não posso ser sem que as folhas
voem e voltem à terra.
A terceira é o grave inverno,
a chuva que amei, a carícia
do fogo no frio silvestre.
Em quarto lugar o verão
redondo como uma melancia.
A quinta coisa são os teus olhos,
Matilde minha, bem amada,
não quero ser sem que me olhes :
eu mudo a primavera
para que me sigas olhando.
Amigos, isso é quanto quero.
É quase nada e quase tudo.
Agora se querem, podem ir.
Vivi tanto que um dia
terão de por força me esquecer,
apagando-me do quadro-negro :
meu coração foi interminável.
Porém porque peço silêncio
não creiam que vou morrer :
passa comigo o contrário :
sucede que vou viver.
Sucede que sou e que sigo.
Não será, pois lá bem dentro
de mim crescerão cereais,
primeiro os grãos que rompem
a terra para ver a luz,
porém a mãe terra é escura :
e dentro de mim sou escuro :
sou como um poço em cujas águas
a noite deixa suas estrelas
e segue sozinha pelo campo.
Sucede que tanto vivi
que quero viver outro tanto.
Nunca me senti tão sonoro,
nunca tive tantos beijos.
Agora, como sempre, é cedo.
Voa a luz com suas abelhas.
Me deixem só com o dia.
Peço licença para nascer.
Não será, pois lá bem dentro
de mim crescerão cereais,
primeiro os grãos que rompem
a terra para ver a luz,
porém a mãe terra é escura :
e dentro de mim sou escuro :
sou como um poço em cujas águas
a noite deixa suas estrelas
e segue sozinha pelo campo.
Sucede que tanto vivi
que quero viver outro tanto.
Nunca me senti tão sonoro,
nunca tive tantos beijos.
Agora, como sempre, é cedo.
Voa a luz com suas abelhas.
Me deixem só com o dia.
Peço licença para nascer.
Pablo Neruda
(trad. Thiago de Melo
De Estravagario)
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
ALDEIA KRUKUTU
Índio revela costumes do povo Krukutu através da literatura
Leia também:
COISAS DA ALDEIA KRUKUTU http://krukutu.blogspot.com.br/
*************************************
REPORTAGEM - REVISTA ÉPOCA - SP
Caminho das índias
POR JEANNE CALLEGARI
Os guaranis que vivem na reserva de Parelheiros viraram atração. Agências de turismo ecológico guiam cada vez mais estrangeiros e paulistanos às duas aldeias
MAMÃE CORAGEM
A índia guarani Fernanda da Silva, de 18 anos, na estrada que leva
ao centro da aldeia Krukutu
A índia guarani Fernanda da Silva, de 18 anos, na estrada que leva
ao centro da aldeia Krukutu
Nada de curry, ensinamentos budistas, vacas sagradas ou enredos bollywoodianos. A pacata vida das índias guaranis que moram em áreas de proteção ambiental no extremo sul do município de São Paulo não tem nada a ver com a novela das 8 que faz sucesso na TV Globo e é ambientada na Índia.
Ainda assim, a “audiência” do cotidiano das indígenas está em alta. Ir até as aldeias virou uma inusitada atração turística, fazendo florescer na região um polo de ecoturismo sustentável.
A aldeia Tenondé-Porã tem 800 moradores, e a Krukutu tem 230. Ambas ficam às margens da Represa Billings, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Capivari-Monos, a aproximadamente 40 quilômetros do Centro. Quem chega lá até esquece que ainda está dentro dos limites do município de São Paulo – a densa Mata Atlântica, a rica fauna e os rios de água pura mais parecem uma paisagem da Amazônia. Para quem quiser embarcar nessa aventura, é recomendável ligar (5977-3689 ou 5977-0025) e agendar uma visita com antecedência: os índios preferem assim.
Ainda assim, a “audiência” do cotidiano das indígenas está em alta. Ir até as aldeias virou uma inusitada atração turística, fazendo florescer na região um polo de ecoturismo sustentável.
A aldeia Tenondé-Porã tem 800 moradores, e a Krukutu tem 230. Ambas ficam às margens da Represa Billings, dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) de Capivari-Monos, a aproximadamente 40 quilômetros do Centro. Quem chega lá até esquece que ainda está dentro dos limites do município de São Paulo – a densa Mata Atlântica, a rica fauna e os rios de água pura mais parecem uma paisagem da Amazônia. Para quem quiser embarcar nessa aventura, é recomendável ligar (5977-3689 ou 5977-0025) e agendar uma visita com antecedência: os índios preferem assim.
Pluralidade Cultural - Índios no Brasil - Uma outra história 1/2
- Quem são eles?
- Nossas línguas
- Boa viagem, Ibantu
- Quando Deus visita a aldeia
- Uma outra história
- Primeiros contatos
- Nossas terras
- Do outro lado do céu
- Nossos direitos
Shopping Anália Franco lança exposição sobre as Américas
A fascinante cultura das grandes civilizações americanas, suas histórias, superstições e seus legados são tema do evento “Tesouros, mitos e mistérios das Américas”, que acontece pela primeira vez na América Latina. De 29 de agosto até 30 de setembro, na praça de eventos do Shopping Anália Franco, em São Paulo, réplicas de monumentos como os Moais da Ilha de Páscoa, a Pirâmide de Chichén Itzá, a Estela de Quiriguá e as Ruínas de San Agustín estarão expostas para visitação. Outros elementos como Calendário Maia, o ouro e cerâmica da Colômbia e um personagem indígena também poderão ser vistos. A exposição funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h.
O projeto apresenta ao público a riqueza da mítica sociedade formada a partir do ano 3000 a.C. e é uma oportunidade para o público conhecer mais sobre a herança deixada pelos povos ancestrais. A curadoria do evento é da Euroemeka, responsável pela organização geral da exposição, e da Fundação de Ciências Naturais Felix de Azara.
No local, os visitantes irão se surpreender com o tamanho das construções. Algumas delas, como as Ruínas de San Agustín, a Estela de Quiriguá e o Calendário Maia, foram retratadas com seus tamanhos originais, o que significa que chegam a até 4,5 metros de altura. Ao todo, 120 peças estarão à disposição em sete instalações principais, que podem ser tocadas para fotografias. Painéis de informações e monitores, caracterizados como índios das antigas Américas, estarão presentes para auxiliar os interessados com dados sobre a mostra.
A réplica do Calendário Maia, por exemplo, desperta a curiosidade dos presentes por ter sido fonte de uma teoria que diz que o mundo terminaria em 2012. Quem visitar “Tesouros, mitos e mistérios das Américas” irá encontrar uma peça de 3 metros, como o original, e poderá conferir de perto os segredos do povo conhecido como “Senhores do Tempo”. E ao aprender um pouco mais sobre Haab´ e Tzolkin, os dois métodos utilizados pelos Maias para marcar o tempo, tirarão suas próprias conclusões sobre o fim do mundo.
Já o maior item da exposição, com 4,5 metros de altura, a Estela de Quiriguá, erguida por volta do ano 500 d.C, representa todo o misticismo da civilização perdida. Localizada na Guatemala, ela é uma das “Estelas” esculpidas pelos Maias, pedras que serviam para registrar datas e eventos importantes a cada cinco, dez ou vinte anos. Entre os mitos e mistérios das Estelas, está o de que nelas estão referências sobre a Era atual e também sobre eventos que irão acontecer muitos anos mais para frente.
Outra atração da mostra é a Pirâmide de Chichén Itzá. A réplica apresentada no Shopping Anália Franco alcança 4,5 metros de altura e sua escala de proporção é precisamente de 1 em 10 metros para a original, que possui 24 metros de altura, com quatro faces, cada uma com 55,5 metros de largura na base. Chichén Itzá, na Península de Yucatán, foi um dos centros de concentração mais importantes da civilização Maia e o "templo do deus Kukulcán" é o principal monumento local. A magia do monumento está na escada localizada ao norte da pirâmide. Nela acontece um fenômeno conhecido como "a descida de Kukulcán para a terra", quando o sol está na linha do Equador e a combinação de luz e sombra produzem o efeito visual de uma serpente descendo do topo da pirâmide até a base. Segundo a lenda, a descida de Kukulcán teria sido um acontecimento muito emocionante e de forte carga mística na antiguidade.
Cinco esculturas de figuras humanas conhecidas pelas cabeças desproporcionais, algumas enfeitadas com chapéus, expressão de mistério e aura enigmática, fazem referência aos mais de 900 moais catalogados e localizados na Ilha de Páscoa. Seu significado ainda é estudado por cientistas, mas existem algumas hipóteses: unir clãs de povoados da ilha pelo culto às estátuas ou até representar a atividade estrelar da galáxia. O público poderá sentir de perto o mistério que ronda as esculturas e a ilha, além de apreciar peças de até 3,5 metros de altura.
A quinta instalação principal são as Ruínas de San Agustín. Localizado na Colômbia, o legado deixado pelo povo escultor de San Agustín são estátuas esculpidas em pedra, que vão além da arte. As nove réplicas trazidas pelo evento, em tamanho real com 2 metros de altura, transmitem as enigmáticas ideias dessa civilização, que já acreditava que é absolutamente necessário um equilíbrio entre a vida cotidiana e o entorno, pois em longo prazo isso significaria a única forma de sustentabilidade do planeta. As figuras entalhadas misturam seres humanos com aves, répteis, primatas, felinos, além de símbolos como cinzéis e martelos sugerindo divindades criadoras.
Ainda na Colômbia, desde o século I a.C., diversas sociedades indígenas das áreas de Calima, Nariño, Quimbaya, Tolima, Tairona, Sinú e Muisca desenvolveram uma sofisticada arte em ouro. Segundo os mitos, a atividade estava diretamente relacionada a uma posição privilegiada, que aproximava os artesãos aos sacerdotes e associava o ouro ao poder do sol. Os visitantes poderão conferir em vitrines peças como pulseiras, cocares, colares, brincos, peitorais, figuras humanas e animais, que eram utilizados como bens comerciais, mas também como oferenda para mortos ou deuses.
A figura do guerreiro indígena faz parte também do projeto “Tesouros, mitos e mistérios das Américas”. Na antiga América, guerra era sinônimo não só de controle contra a ocupação de suas terras, mas também de manifestação ritual. A luta com o uso de arcos, flechas, lanças, bastões de madeira, estilingues, entre outros itens, tinha o objetivo de conseguir prisioneiros que seriam sacrificados em honra de seus deuses.
Para deixar as instalações mais fiéis possíveis aos originais, o desenvolvimento de “Tesouros, mitos e mistérios das Américas” envolveu uma equipe formada por três designers industriais, quatro técnicos paleontológicos, quatro consultores em efeitos especiais, dois designers gráficos, dois antropólogos e diversos assistentes de produção.
Para despertar o interesse dos visitantes de todas as idades pelo assunto, a mostra foi pensada de acordo com rigorosos critérios culturais, científicos e educativos. “O Shopping Anália Franco tem o compromisso de trazer experiências especiais e memoráveis aos nossos visitantes, que fazem de nós o mais prestigiado empreendimento da região leste. Dessa vez, trazemos não só uma oportunidade de entretenimento inédito, como oferecemos informações culturais que nem sempre estão acessíveis”, diz Fabíola Soares, gerente de marketing do Shopping Anália Franco.
GENOCÍDIOS DOS POVOS ORIGINÁRIOS_YANOMANIS
Infelizmente as populações indígenas continuam a morrer por conta da estupidez e ganância da nossa cultura e sociedade. O documentário abaixo refere-se ao massacre de índios Yanomanis ocorrido em 1993, o mesmo povo que por estes dias denunciam garimpeiros brasileiros de novo massacre em terras venezuelanas. Até quando?
David Kopenawa speaks Haximu Massacre, genocide Yanomami by Brazilian miners occurred on the border between Brazil and Venezuela in 1993. This was the first case in Brazilian courts where defendants were convicted of an act of genocide.
Leia mais:
Uma organização que reúne indígenas ianomâmi denunciou a matança em julho de cerca de 80 membros desta etnia pelas mãos de mineiros ilegais brasileiros em uma zona florestal do sul da Venezuela, informou seu secretário-executivo, Luis Ahiwei.
"No dia 5 de julho, os garimpeiros queimaram o shabono (cabana) onde aproximadamente 80 pessoas moravam", contou Ahiwei, da Horonami Organización Yanomami (HOY), destacando que os corpos ficaram carbonizados e não foram identificados.
Segundo o ativista, com um helicóptero os mineiros "de repente se posicionaram em cima do shabono e soaram disparos e ocorreram explosões por toda a comunidade" Irotatheri, localizada no afastado setor Momoi do estado Amazonas (sul), fronteiriço com o Brasil.
A comunidade "foi massacrada" e apenas três indígenas sobreviveram, que encontraram os corpos depois de voltarem de uma excursão de caça, afirmou.
O conflito se originou dias antes, quando os mineiros "levaram uma mulher (ianomami) e os indígenas a resgataram. Por isso os mineiros se armaram", afirmou Ahiwei.
A HOY, que reúne desde 2011 uma centena de comunidades ianomami, denunciou o suposto ataque contra a Procuradoria, a Defensoria do Povo e o Exército, e solicitou aos governos de Brasil e Venezuela a criação de uma comissão binacional para investigar os fatos e expulsar os mineiros.
As organizações indígenas do estado Amazonas (Coiam) lamentaram a situação e afirmaram que desde 2009 denunciaram agressões de garimpeiros contra as comunidades ianomami, que teriam sido vítimas de violência física, ameaças, sequestro de mulheres e contaminação de água com mercúrio, segundo um comunicado.
Grupos de garimpeiros se proliferam nas minas artesanais de ouro e diamantes localizadas em regiões recônditos do sul da Venezuela.
Em 1993, 16 mulheres, crianças e idosos ianomâmi foram assassinados no Estado Amazonas, lembrou Coiam.
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/08/denunciada-matanca-de-80-indios-yanomami-no-sul-da-venezuela-1.html
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
PERU_ IMPÉRIO INCA: "EL CUARTO DEL RESCATE"
"Poderia ter aparecido no imaginário espanhol (e ocidental) o poderoso mito de El Dorado sem a existência real (material, tangível e mensurável) do fabuloso tesouro do “Cuarto de Resgate” e de Ouro dos Incas?"
ZEVALLOS, Enrique Amayo; Oro del Peru: del Cuarto del Rescate ao Mito del El Dorado
In: Viagem à América Indígena: do eldorado à cidade contemporânea
(livro disponível em nossa Biblioteca)
ZEVALLOS, Enrique Amayo; Oro del Peru: del Cuarto del Rescate ao Mito del El Dorado
In: Viagem à América Indígena: do eldorado à cidade contemporânea
(livro disponível em nossa Biblioteca)
ZEVALLOS, Enrique Amayo; Oro del Peru: del Cuarto del Rescate ao Mito del El Dorado
In: Viagem à América Indígena: do eldorado à cidade contemporânea
(livro disponível em nossa Biblioteca)
ZEVALLOS, Enrique Amayo; Oro del Peru: del Cuarto del Rescate ao Mito del El Dorado
In: Viagem à América Indígena: do eldorado à cidade contemporânea
(livro disponível em nossa Biblioteca)
Para obter sua liberdade, o Inca Atahualpa se comprometeu a entregar un quarto de ouro e duas vezes de prata e pedras preciosas até donde alcançava sua mão na grande sala (quarto) onde estava preso. Em uma das maiores traições da história Universal Pizarro decidiu manter Atahualpa preso e ficar com o resgate.
Descripción poética y épica del sangriento encuentro de dos culturas: la ibérica y la incaica, en la plaza
de Cajamarca.
Jorge Pereyra Terrones
de Cajamarca.
Jorge Pereyra Terrones
CUARTO DEL RESCATE
En nuestra historia,
Podría ser la sangrienta crónica roja
De un robo descarado
Y un asesinato vil.
En Cajamarca nació el Perú
Salpicado por un enorme vómito de sangre
Cuando las dos culturas chocaron
Hasta volverse una.
Aquí empezó todo
Y fue el ámbito donde la codicia
Enseñó su diente más negro.
Este holocausto andino
Explica ahora
Por qué los peruanos nos matamos entre sí
Sonriendo como Caín.
Después de la matanza,
Atahualpa,
Recién bañadito y perfumado,
Se vio preso y secuestrado en una habitación
De piedra.
La ambición ponía chispas
En los ojos de los taimados peninsulares,
Por eso el soberano
Alzó su mano
Y ofreció a los genocidas
Un cuarto de oro y dos de plata
A cambio de su libertad.
Y al hacerlo
Su mano se desplomó
Y también el imperio que con tanto amor
Fundara Manco Cápac.
Fue el rescate más caro de la historia
Pero los cronistas indican que no causó fluctuaciones
En la Bolsa.
Era una bóveda de piedra,
No tan segura como Fort Knox,
Y allí se guardaron por casi nueve meses
Los preciosos metales llegados a lomo de llama
Desde Cusco, Quito y Huamachuco.
El Inca extrañaba a sus mujeres
Y mataba su tedio
Jugando ajedrez
Sin sospechar que el alfil y el caballo
Ya le habían dado jaque mate.
Los españoles
Temían que Atahualpa azuzara a los vientos,
Al puma y al cóndor,
A las espumas del mar,
Y lo condenaron por hereje, terrorista y polígamo
A la pena del garrote.
Consumado el magnicidio
El cerro Shicuana
Bramó toda una noche de dolor e impotencia.
En esa época,
No está demás decirlo,
No existían los derechos humanos
Ni la Corte de San José.
Sudando la gota gorda,
Treinta días les tomó a los godos
Fundir el oro.
Así fue cómo Atahualpa,
El guerrero radiante,
Se apagó para siempre.
Y por una extraña mutación geométrica
El cuadrado español
Remplazó entonces a la incaica plaza triangular.
Una carcomida cárcel de piedra
Es lo único que queda ahora en Cajamarca
De toda esa ciudad inca.
Muchos siglos después
Bolívar juró vengar su sangre
Y romper las cadenas del fantasma de Atahualpa
Que aún vaga por allí.
Pero fueron los piratas ingleses
Quienes lo vengaron
Apoderándose en alta mar
De parte del inmenso botín cajamarquino.
Ladrón que roba a ladrón
Tiene cien años de perdón
Y el eterno agradecimiento de la Corona.
La riqueza de Cajamarca
Financió la revolución industrial inglesa
Y pudo ser el Plan Marshall
Que el Perú necesitaba.
Pero ahora,
Yanacocha,
Es la que se lleva nuestro oro
Sin ponernos una pistola en la cabeza.
Mientras, a lo lejos,
Wall Street, complacido,
Se frota las manos.
Contra a censura, pela cultura: A grande trilha sonora da ditadura militar
"Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada... É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.” CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Recentemente em novembro de 2011, a presidente Dilma Rouseff aprovou duas novas leis que poderão ser usadas para passar a limpo um dos momentos mais violentos da história recente do Brasil, a ditadura militar (1964-1985). Essas leis determinam o fim do sigilo de documentos do governo e a permissão para apuração de crimes cometidos por agentes públicos.
E nesse clima de procura pela verdade e pela justiça nada mais justo do que homenagear os grandes compositores que transformaram seus violões em armas potentes contra o regime de a favor da liberdade usando de metáforas e camuflagens em suas letras para que não fossem vítimas da censura e pudessem espalhar sua mensagem pelo Brasil afora, se fazer ouvir e provocar um sentimento de revolta nos jovens, o que eles conseguiram.
Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/pra_nao_dizer_que_nao_falei_das_flores/2012/04/contra-a-censura-pela-cultura-a-grande-trilha-sonora-da-ditadura-militar.html#ixzz25SyHwl7s
04 de setembro_ Lançamento do livro e abertura da exposição Vala clandestina de Perus: desaparecidos políticos, um capítulo não encerrado da história brasileira!
Os crimes da ditadura começaram a ser conhecidos pelo povo brasileiro com a descoberta da vala clandestina do Cemitério de Perus, em 1990. Foi criada uma CPI na Câmara Municipal de São Paulo quando, pela primeira vez, o parlamento tratou de assunto no país.
De 17 de setembro de 1990 a 15 de maio de 1991, a CPI do legislativo paulistano ouviu vítimas, algozes e cúmplices, localizou corpos, um centro de tortura até então desconhecido e revelou atrocidades. Foi, até então, a maior investigação sobre os crimes da ditadura no Brasil.
Osdepoimentos e desdobramentos daquele período, que serão utilizados no trabalho que está sendo desenvolvido pela Comissão Nacional da Verdade estão no livro Vala Clandestina de Perus, desaparecidos políticos, um capítulo não encerrado da história brasileira.
Junto com o lançamento, será aberta exposição com fotos históricas, tiradas durante a abertura da vala pelo fotógrafo Marcelo Vigneron e outras, dos arquivos dos familiares de mortos e desaparecidos e também encontradas nos espaços públicos utilizados por servidores, agentes e cúmplices do regime autoritário.
A publicação reúne textos de Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia do governo federal; da ex-prefeita Luiza Erundina, que governava São Paulo à época; do vereador Ítalo Cardoso e da ex-vereadoraTereza Lajolo, que fizeram parte daquela CPI; de Ivan Seixas, Maria Amélia Teles e Suzana Lisboa, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos; dos procuradores regionais da República, Eugênia Augusta Gonzaga e Marlon Alberto Weichert, responsáveis por ações judiciais sobre a identificação de mortos e desaparecidos e por iniciativas civis e criminais contra pessoas acusadas de violação dos direitos humanos durante a ditadura; do antropólogo forense peruano José Pablo Baraybar, que estuda o assunto na América Latina; e do jornalista Luiz Hespanha, pesquisador da história da ditadura civil-militar instalada no Brasil em 1964.
Dia 4 de setembro de 2012, às 19 horas, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, rua General Jardim, 522, Vila Buarque, São Paulo, SP.
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=192816&id_secao=11
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=192816&id_secao=11
PALESTRAS: MESTRES DOS CONTOS LATINO-AMERICANOS NA BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE
1 de setembro – sáb – 10h às 12h
15 de setembro – sáb – 10h às 12hJuan José Saer (Argentina, Serodino 1937 – França, Paris, 2005)
22 de setembro – sáb – 10h às 12hLima Barreto (Brasil, RJ, Rio de Janeiro 1881 – 1922)
29 de setembro – sáb – 10h às 12hHoracio Quiroga (Uruguai, Salto 1878 – Argentina, Buenos Aires 1937)
Rubem Fonseca (Brasil, MG, Juiz de Fora 1925)
Palestra por Fábio de Souza Andrade
Conto: A força humana
Conto: A força humana
Conto: A coleira do cão
Palestra por Adriana Kanzepolsky
Conto: El intérprete
Palestra por Antonio Arnoni Prado
Conto: Dentes negros e cabelos azuis
Palestra por Pablo Gasparini
Conto: A galinha degolada
Conto: O travesseiro de penas
Conto: O travesseiro de penas
domingo, 2 de setembro de 2012
Alguns sites para pesquisa:
México:
http://www.netdotcom.com/revmexpc --> sobre revolução mexicana
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Conversa entre Jean de Léry e um velho índio Tupinambá no século XVI
Os nossos tupinambás muito se admiram dos franceses e outros estrangeiros se darem ao trabalho de ir buscar o seu arabutan (madeira pau-brasil). Uma vez um velho perguntou-me:
- Por que vindes vós outros, maírs e perôs (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer ? Não tendes madeira em vossa terra ?
Respondi que tínhamos muita, mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele supunha, mas dela extraímos tinta para tingir, tal qual o faziam eles com os seus cordões de algodão e suas plumas. Retrucou o velho imediatamente:
- E porventura precisais de muito ?- Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados.
- Ah! retrucou o selvagem, tu me contas maravilhas; acrescentando depois de bem compreender o que eu lhe dissera: Mas esse homem tão rico de que me falas não morre?
- Sim, disse eu, morre como os outros.
- Sim, disse eu, morre como os outros.
Mas os selvagens são grandes discursadores e costumam ir em qualquer assunto até o fim, por isso perguntou-me de novo:
- E quando morrem para quem fica o que deixam ?- Para seus filhos, se os têm, respondi; na falta destes, para os irmãos ou parentes próximos.
- Na verdade, continuou o velho, que como vereis, não era nenhum tolo, agora vejo que vós outros maírs sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem ! Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também ? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que depois de nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados.
(publicado no livro "Viagem à terra do Brasil" de Jean de Léry)
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