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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Contra a censura, pela cultura: A grande trilha sonora da ditadura militar


"Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada... É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.” CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


Recentemente em novembro de 2011, a presidente Dilma Rouseff aprovou duas novas leis que poderão ser usadas para passar a limpo um dos momentos mais violentos da história recente do Brasil, a ditadura militar (1964-1985). Essas leis determinam o fim do sigilo de documentos do governo e a permissão para apuração de crimes cometidos por agentes públicos.

E nesse clima de procura pela verdade e pela justiça nada mais justo do que homenagear os grandes compositores que transformaram seus violões em armas potentes contra o regime de a favor da liberdade usando de metáforas e camuflagens em suas letras para que não fossem vítimas da censura e pudessem espalhar sua mensagem pelo Brasil afora, se fazer ouvir e provocar um sentimento de revolta nos jovens, o que eles conseguiram.

Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/pra_nao_dizer_que_nao_falei_das_flores/2012/04/contra-a-censura-pela-cultura-a-grande-trilha-sonora-da-ditadura-militar.html#ixzz25SyHwl7s

04 de setembro_ Lançamento do livro e abertura da exposição Vala clandestina de Perus: desaparecidos políticos, um capítulo não encerrado da história brasileira!



Os crimes da ditadura começaram a ser conhecidos pelo povo brasileiro com a descoberta da vala clandestina do Cemitério de Perus, em 1990. Foi criada uma CPI na Câmara Municipal de São Paulo quando, pela primeira vez, o parlamento tratou de assunto no país.
De 17 de setembro de 1990 a 15 de maio de 1991, a CPI do legislativo paulistano ouviu vítimas, algozes e cúmplices, localizou corpos, um centro de tortura até então desconhecido e revelou atrocidades. Foi, até então, a maior investigação sobre os crimes da ditadura no Brasil.
Osdepoimentos e desdobramentos daquele período, que serão utilizados no trabalho que está sendo desenvolvido pela Comissão Nacional da Verdade estão no livro Vala Clandestina de Perus, desaparecidos políticos, um capítulo não encerrado da história brasileira.
Junto com o lançamento, será aberta exposição com fotos históricas, tiradas durante a abertura da vala pelo fotógrafo Marcelo Vigneron e outras, dos arquivos dos familiares de mortos e desaparecidos e também encontradas nos espaços públicos utilizados por servidores, agentes e cúmplices do regime autoritário.
A publicação reúne textos de Paulo Abrão, presidente da Comissão de Anistia do governo federal; da ex-prefeita Luiza Erundina, que governava São Paulo à época; do vereador Ítalo Cardoso e da ex-vereadoraTereza Lajolo, que fizeram parte daquela CPI; de Ivan Seixas, Maria Amélia Teles e Suzana Lisboa, da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos; dos procuradores regionais da República, Eugênia Augusta Gonzaga e Marlon Alberto Weichert, responsáveis por ações judiciais sobre a identificação de mortos e desaparecidos e por iniciativas civis e criminais contra pessoas acusadas de violação dos direitos humanos durante a ditadura; do antropólogo forense peruano José Pablo Baraybar, que estuda o assunto na América Latina; e do jornalista Luiz Hespanha, pesquisador da história da ditadura civil-militar instalada no Brasil em 1964.
Dia 4 de setembro de 2012, às 19 horas, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, rua General Jardim, 522, Vila Buarque, São Paulo, SP.
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=192816&id_secao=11


quinta-feira, 26 de julho de 2012

DITADURAS LATINO-AMERICANAS

Segue abaixo o esquema de aula sobre Ditaduras Latino-Americanas, contemplando Argentina, Perú, Chile e Venezuela.
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América Latina e as ditaduras militares: fatores históricos

Por Ludmila Franca (Instituto Norberto Bobbio)
As ditaduras militares ocorridas na América Latina durante os tempos da Guerra Fria decorreram de determinados elementos, referidos a um conjunto de postulações comuns, convencionalmente alcunhadas de “Doutrina da Segurança Nacional” (doravante apenas DSN). Sob essa escusa, as Forças Armadas engendraram e levaram a cabo um discurso político-econômico que expressava uma série de elementos homogêneos nos países da região, a despeito das diferenças de formas e estilos na implantação das DSN.
Assim, é possível estabelecer certos aspectos comuns que conformam a ideologia dessa doutrina, no caso brasileiro, a partir de 1964, assim como no Chile e Uruguai, em 1973 e ainda na Argentina de 1976. O aspecto que mais se destaca nessa ideologia é a construção da figura do inimigo público interno, que incutia nos sujeitos a necessidade ideológica de uma guerra interna constante e permanente contra a influência do comunismo internacional (o “perigo vermelho”), impondo, destarte, a adoção de um projeto de desenvolvimento com segurança, que colocava os militares como salvaguardas dos anseios nacionais no terreno das políticas sócio-econômicas, na medida em que entendia-se que estes compunham o único corpo social apto a transformar o caos instalado pelos subversivos em paz e estabilidade duradouras. Desse modo, o Estado se fortalece em sua pseudo-legalidade, exercendo o poder normativo da forma que lhe aprouvesse, legitimando meios – na maioria das vezes nada éticos nem tampouco humanitários – para identificar e eliminar qualquer organização que fosse entendida como ligada ao “perigo vermelho”.

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