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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Pluralidade Cultural - Índios no Brasil - Uma outra história 1/2

Enviado por  em 14/11/2009

Pernambuco TV - TV Escola_ Pluralidade Cultural _Índios no Brasil:
- Quem são eles?
- Nossas línguas
- Boa viagem, Ibantu
- Quando Deus visita a aldeia
- Uma outra história
- Primeiros contatos
- Nossas terras
- Do outro lado do céu
- Nossos direitos

Shopping Anália Franco lança exposição sobre as Américas

 

A fascinante cultura das grandes civilizações americanas, suas histórias, superstições e seus legados são tema do evento “Tesouros, mitos e mistérios das Américas”, que acontece pela primeira vez na América Latina. De 29 de agosto até 30 de setembro, na praça de eventos do Shopping Anália Franco, em São Paulo, réplicas de monumentos como os Moais da Ilha de Páscoa, a Pirâmide de Chichén Itzá, a Estela de Quiriguá e as Ruínas de San Agustín estarão expostas para visitação. Outros elementos como Calendário Maia, o ouro e cerâmica da Colômbia e um personagem indígena também poderão ser vistos. A exposição funciona de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h.

O projeto apresenta ao público a riqueza da mítica sociedade formada a partir do ano 3000 a.C. e é uma oportunidade para o público conhecer mais sobre a herança deixada pelos povos ancestrais. A curadoria do evento é da Euroemeka, responsável pela organização geral da exposição, e da Fundação de Ciências Naturais Felix de Azara.

No local, os visitantes irão se surpreender com o tamanho das construções. Algumas delas, como as Ruínas de San Agustín, a Estela de Quiriguá e o Calendário Maia, foram retratadas com seus tamanhos originais, o que significa que chegam a até 4,5 metros de altura. Ao todo, 120 peças estarão à disposição em sete instalações principais, que podem ser tocadas para fotografias. Painéis de informações e monitores, caracterizados como índios das antigas Américas, estarão presentes para auxiliar os interessados com dados sobre a mostra.

A réplica do Calendário Maia, por exemplo, desperta a curiosidade dos presentes por ter sido fonte de uma teoria que diz que o mundo terminaria em 2012. Quem visitar “Tesouros, mitos e mistérios das Américas” irá encontrar uma peça de 3 metros, como o original, e poderá conferir de perto os segredos do povo conhecido como “Senhores do Tempo”. E ao aprender um pouco mais sobre Haab´ e Tzolkin, os dois métodos utilizados pelos Maias para marcar o tempo, tirarão suas próprias conclusões sobre o fim do mundo.

Já o maior item da exposição, com 4,5 metros de altura, a Estela de Quiriguá, erguida por volta do ano 500 d.C, representa todo o misticismo da civilização perdida. Localizada na Guatemala, ela é uma das “Estelas” esculpidas pelos Maias, pedras que serviam para registrar datas e eventos importantes a cada cinco, dez ou vinte anos. Entre os mitos e mistérios das Estelas, está o de que nelas estão referências sobre a Era atual e também sobre eventos que irão acontecer muitos anos mais para frente.

Outra atração da mostra é a Pirâmide de Chichén Itzá. A réplica apresentada no Shopping Anália Franco alcança 4,5 metros de altura e sua escala de proporção é precisamente de 1 em 10 metros para a original, que possui 24 metros de altura, com quatro faces, cada uma com 55,5 metros de largura na base. Chichén Itzá, na Península de Yucatán, foi um dos centros de concentração mais importantes da civilização Maia e o "templo do deus Kukulcán" é o principal monumento local. A magia do monumento está na escada localizada ao norte da pirâmide. Nela acontece um fenômeno conhecido como "a descida de Kukulcán para a terra", quando o sol está na linha do Equador e a combinação de luz e sombra produzem o efeito visual de uma serpente descendo do topo da pirâmide até a base. Segundo a lenda, a descida de Kukulcán teria sido um acontecimento muito emocionante e de forte carga mística na antiguidade.

Cinco esculturas de figuras humanas conhecidas pelas cabeças desproporcionais, algumas enfeitadas com chapéus, expressão de mistério e aura enigmática, fazem referência aos mais de 900 moais catalogados e localizados na Ilha de Páscoa. Seu significado ainda é estudado por cientistas, mas existem algumas hipóteses: unir clãs de povoados da ilha pelo culto às estátuas ou até representar a atividade estrelar da galáxia. O público poderá sentir de perto o mistério que ronda as esculturas e a ilha, além de apreciar peças de até 3,5 metros de altura.

A quinta instalação principal são as Ruínas de San Agustín. Localizado na Colômbia, o legado deixado pelo povo escultor de San Agustín são estátuas esculpidas em pedra, que vão além da arte. As nove réplicas trazidas pelo evento, em tamanho real com 2 metros de altura, transmitem as enigmáticas ideias dessa civilização, que já acreditava que é absolutamente necessário um equilíbrio entre a vida cotidiana e o entorno, pois em longo prazo isso significaria a única forma de sustentabilidade do planeta. As figuras entalhadas misturam seres humanos com aves, répteis, primatas, felinos, além de símbolos como cinzéis e martelos sugerindo divindades criadoras.

Ainda na Colômbia, desde o século I a.C., diversas sociedades indígenas das áreas de Calima, Nariño, Quimbaya, Tolima, Tairona, Sinú e Muisca desenvolveram uma sofisticada arte em ouro. Segundo os mitos, a atividade estava diretamente relacionada a uma posição privilegiada, que aproximava os artesãos aos sacerdotes e associava o ouro ao poder do sol. Os visitantes poderão conferir em vitrines peças como pulseiras, cocares, colares, brincos, peitorais, figuras humanas e animais, que eram utilizados como bens comerciais, mas também como oferenda para mortos ou deuses.

A figura do guerreiro indígena faz parte também do projeto “Tesouros, mitos e mistérios das Américas”. Na antiga América, guerra era sinônimo não só de controle contra a ocupação de suas terras, mas também de manifestação ritual. A luta com o uso de arcos, flechas, lanças, bastões de madeira, estilingues, entre outros itens, tinha o objetivo de conseguir prisioneiros que seriam sacrificados em honra de seus deuses.

Para deixar as instalações mais fiéis possíveis aos originais, o desenvolvimento de “Tesouros, mitos e mistérios das Américas” envolveu uma equipe formada por três designers industriais, quatro técnicos paleontológicos, quatro consultores em efeitos especiais, dois designers gráficos, dois antropólogos e diversos assistentes de produção.

Para despertar o interesse dos visitantes de todas as idades pelo assunto, a mostra foi pensada de acordo com rigorosos critérios culturais, científicos e educativos. “O Shopping Anália Franco tem o compromisso de trazer experiências especiais e memoráveis aos nossos visitantes, que fazem de nós o mais prestigiado empreendimento da região leste. Dessa vez, trazemos não só uma oportunidade de entretenimento inédito, como oferecemos informações culturais que nem sempre estão acessíveis”, diz Fabíola Soares, gerente de marketing do Shopping Anália Franco. 

GENOCÍDIOS DOS POVOS ORIGINÁRIOS_YANOMANIS

Infelizmente as populações indígenas continuam a morrer por conta da  estupidez e ganância da nossa cultura e sociedade.  O documentário abaixo refere-se ao massacre de índios  Yanomanis ocorrido em 1993,  o mesmo povo que por estes dias denunciam garimpeiros brasileiros de novo massacre em terras venezuelanas. Até quando?



David Kopenawa speaks Haximu Massacre, genocide Yanomami by Brazilian miners occurred on the border between Brazil and Venezuela in 1993. This was the first case in Brazilian courts where defendants were convicted of an act of genocide.

Leia mais: 


29/08/2012

Uma organização que reúne indígenas ianomâmi denunciou a matança em julho de cerca de 80 membros desta etnia pelas mãos de mineiros ilegais brasileiros em uma zona florestal do sul da Venezuela, informou seu secretário-executivo, Luis Ahiwei.
"No dia 5 de julho, os garimpeiros queimaram o shabono (cabana) onde aproximadamente 80 pessoas moravam", contou Ahiwei, da Horonami Organización Yanomami (HOY), destacando que os corpos ficaram carbonizados e não foram identificados.
Segundo o ativista, com um helicóptero os mineiros "de repente se posicionaram em cima do shabono e soaram disparos e ocorreram explosões por toda a comunidade" Irotatheri, localizada no afastado setor Momoi do estado Amazonas (sul), fronteiriço com o Brasil.
A comunidade "foi massacrada" e apenas três indígenas sobreviveram, que encontraram os corpos depois de voltarem de uma excursão de caça, afirmou.
O conflito se originou dias antes, quando os mineiros "levaram uma mulher (ianomami) e os indígenas a resgataram. Por isso os mineiros se armaram", afirmou Ahiwei.
A HOY, que reúne desde 2011 uma centena de comunidades ianomami, denunciou o suposto ataque contra a Procuradoria, a Defensoria do Povo e o Exército, e solicitou aos governos de Brasil e Venezuela a criação de uma comissão binacional para investigar os fatos e expulsar os mineiros.
As organizações indígenas do estado Amazonas (Coiam) lamentaram a situação e afirmaram que desde 2009 denunciaram agressões de garimpeiros contra as comunidades ianomami, que teriam sido vítimas de violência física, ameaças, sequestro de mulheres e contaminação de água com mercúrio, segundo um comunicado.
Grupos de garimpeiros se proliferam nas minas artesanais de ouro e diamantes localizadas em regiões recônditos do sul da Venezuela.
Em 1993, 16 mulheres, crianças e idosos ianomâmi foram assassinados no Estado Amazonas, lembrou Coiam.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/08/denunciada-matanca-de-80-indios-yanomami-no-sul-da-venezuela-1.html


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

PERU_ IMPÉRIO INCA: "EL CUARTO DEL RESCATE"

"Poderia ter aparecido no imaginário espanhol (e ocidental) o poderoso mito de El Dorado sem  a existência real (material, tangível e mensurável)  do fabuloso tesouro do “Cuarto de Resgate”  e  de Ouro dos Incas?"

ZEVALLOS, Enrique Amayo; Oro del Peru: del Cuarto del Rescate ao Mito del El Dorado
In: Viagem à América Indígena: do eldorado à cidade contemporânea
(livro disponível em nossa Biblioteca)



ZEVALLOS, Enrique Amayo; Oro del Peru: del Cuarto del Rescate ao Mito del El Dorado
In: Viagem à América Indígena: do eldorado à cidade contemporânea
(livro disponível em nossa Biblioteca)


Para obter sua liberdade, o Inca Atahualpa se comprometeu a entregar un quarto de ouro e duas vezes de prata e pedras preciosas até donde alcançava sua mão na grande sala (quarto) onde estava preso. Em uma das maiores traições da história Universal Pizarro decidiu manter Atahualpa  preso e ficar com o resgate. 






Descripción poética y épica del sangriento encuentro de dos culturas: la ibérica y la incaica, en la plaza
de Cajamarca.
Jorge Pereyra Terrones


CUARTO DEL RESCATE


En nuestra historia,
Podría ser la sangrienta crónica roja
De un robo descarado 
Y un asesinato vil.

En Cajamarca nació el Perú
Salpicado por un enorme vómito de sangre 
Cuando las dos culturas chocaron 
Hasta volverse una.

Aquí empezó todo
Y fue el ámbito donde la codicia
Enseñó su diente más negro.

Este holocausto andino
Explica ahora 
Por qué los peruanos nos matamos entre sí 
Sonriendo como Caín.

Después de la matanza,
Atahualpa, 
Recién bañadito y perfumado,
Se vio preso y secuestrado en una habitación
De piedra.

La ambición ponía chispas
En los ojos de los taimados peninsulares,
Por eso el soberano
Alzó su mano
Y ofreció a los genocidas
Un cuarto de oro y dos de plata
A cambio de su libertad.

Y al hacerlo
Su mano se desplomó
Y también el imperio que con tanto amor
Fundara Manco Cápac.

Fue el rescate más caro de la historia
Pero los cronistas indican que no causó fluctuaciones
En la Bolsa.

Era una bóveda de piedra,
No tan segura como Fort Knox,
Y allí se guardaron por casi nueve meses
Los preciosos metales llegados a lomo de llama
Desde Cusco, Quito y Huamachuco.

El Inca extrañaba a sus mujeres
Y mataba su tedio
Jugando ajedrez
Sin sospechar que el alfil y el caballo
Ya le habían dado jaque mate.

Los españoles 
Temían que Atahualpa azuzara a los vientos,
Al puma y al cóndor,
A las espumas del mar,
Y lo condenaron por hereje, terrorista y polígamo
A la pena del garrote.

Consumado el magnicidio 
El cerro Shicuana 
Bramó toda una noche de dolor e impotencia.

En esa época,
No está demás decirlo,
No existían los derechos humanos
Ni la Corte de San José.

Sudando la gota gorda,
Treinta días les tomó a los godos
Fundir el oro.

Así fue cómo Atahualpa,
El guerrero radiante,
Se apagó para siempre.

Y por una extraña mutación geométrica
El cuadrado español
Remplazó entonces a la incaica plaza triangular.

Una carcomida cárcel de piedra 
Es lo único que queda ahora en Cajamarca
De toda esa ciudad inca.

Muchos siglos después
Bolívar juró vengar su sangre
Y romper las cadenas del fantasma de Atahualpa
Que aún vaga por allí.

Pero fueron los piratas ingleses
Quienes lo vengaron
Apoderándose en alta mar
De parte del inmenso botín cajamarquino.

Ladrón que roba a ladrón
Tiene cien años de perdón 
Y el eterno agradecimiento de la Corona.

La riqueza de Cajamarca
Financió la revolución industrial inglesa
Y pudo ser el Plan Marshall
Que el Perú necesitaba.

Pero ahora, 
Yanacocha,
Es la que se lleva nuestro oro
Sin ponernos una pistola en la cabeza.

Mientras, a lo lejos,
Wall Street, complacido, 
Se frota las manos.

domingo, 2 de setembro de 2012

Alguns sites para pesquisa:


México:
http://www.netdotcom.com/revmexpc    -->  sobre revolução mexicana
http://www.youtube.com/watch?v=TuHhXreeSnw  à museo de la revolution mexicana
http://www.suapesquisa.com/astecas/    à(também maias e incas)

Maias

Incas

Cuba

Brasil
http://pibmirim.socioambiental.org/  à para crianças´
Dicas da Joana Silva

Rigoberta Menchu (guatemalteca Prêmio Nobel da Paz)

Música

Mafalda

Cecília Meireles

Pablo Neruda

Eduardo Galeano

Frida Kahlo

Literatura latinoamericana

Conversa entre Jean de Léry e um velho índio Tupinambá no século XVI

Os nossos tupinambás muito se admiram dos franceses e outros estrangeiros se darem ao trabalho de ir buscar o seu arabutan (madeira pau-brasil). Uma vez um velho perguntou-me:
- Por que vindes vós outros, maírs e perôs (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer ? Não tendes madeira em vossa terra ?
Respondi que tínhamos muita, mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele supunha, mas dela extraímos tinta para tingir, tal qual o faziam eles com os seus cordões de algodão e suas plumas. Retrucou o velho imediatamente:
- E porventura precisais de muito ?
- Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados.
- Ah! retrucou o selvagem, tu me contas maravilhas; acrescentando depois de bem compreender o que eu lhe dissera: Mas esse homem tão rico de que me falas não morre?
- Sim, disse eu, morre como os outros.
Mas os selvagens são grandes discursadores e costumam ir em qualquer assunto até o fim, por isso perguntou-me de novo:
- E quando morrem para quem fica o que deixam ?
- Para seus filhos, se os têm, respondi; na falta destes, para os irmãos ou parentes próximos.
- Na verdade, continuou o velho, que como vereis, não era nenhum tolo, agora vejo que vós outros maírs sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem ! Não será a terra que vos nutriu suficiente para alimentá-los também ? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estamos certos de que depois de nossa morte a terra que nos nutriu também os nutrirá, por isso descansamos sem maiores cuidados.
(publicado no livro "Viagem à terra do Brasil" de Jean de Léry)